O Plano - 7º Episódio
Na sua mansão, João Dias falava com o seu assistente sobre a missão que acabava de entregar a Bale e à sua equipa.
- Acho que fizemos as melhore escolhas. Estes tipos são profissionais. São caros, mas vale a pena. - disse João Dias.
- Concordo. Eles não precisarão de muito tempo para apanhar o Mark e recuperar o DVD. Só me preocupa o facto de eles poderem começar a negociar com outros. - disse Davide.
- Não acredito. Mas mesmo que o tentem fazer, estou preparado. Não falta quem fale por pouco dinheiro. Saberei de todos os contactos que se fizerem relacionados com este DVD. Ele é importante demais para que a negociação pela sua posse passe despercebida.
- Se o conteúdo for revelado sem o cuidado necessário…
- Não me preocupo muito com isso. Será preciso muito tempo até conseguirem o código para tornar a informação perceptível. São milhões de números, com uma sucessão de fórmulas que descodificam cada grupo de algarismos. Depois disso é necessário colocar a informação na ordem certa, o que é muito difícil. Basicamente, a informação está muito bem espalhada, de modo a que ninguém perceba nada.
- Ainda bem que o DVD está tão bem codificado…
- Aquela informação poderia agitar demais o cenário, não só científico como também político.
- E nas mãos erradas…
- Isso não vai acontecer.
Por seu lado, a equipa de Bale tinha conseguido já um importante avanço. Um dos seus múltiplos contactos, cujo objectivo era conseguir informações úteis sobre Mark, tinha descoberto que um importante negócio iria ser discutido num centro comercial da cidade. O objectivo principal estava delineado: procurar tudo o que fossem indícios de um negócio a decorrer e tirar toda a informação possível. Todo o tipo de tecnologia de espionagem iria ser utilizado. Nada de confusões, nada de tentativas de roubo, apenas e só tentar perceber até onde Mark estaria disposto a ir. Era apenas uma missão de espionagem, não de ataque.
- A missão é muito simples. Eu irei estar a percorrer todo o centro comercial a procurar movimentos suspeitos. Mendonça estará num andar superior, a controlar tudo. Zé Pedro vai usar o portátil para registar todas as chamadas que se façam no interior do edifício. Terá ao seu dispor todos os aparelhos de que precisa. Por seu lado, Koller irá estar na entrada principal, para o caso de ter que bloquear a saída a alguém. - afirmou o Bale.
- Nada de ataques, apenas vigilância. - avisou Mendonça.
Já a equipa do Bósnia não estava disposta a deixar passar a oportunidade. Iriam estar lá exactamente com o mesmo objectivo que a equipa de Bale. E estariam na disposição de usar a força. A forma de actuação era ligeiramente diferente da dos adversários. E nada se deveria interpôr no seu caminho. A equipa do Bósnia iria estar no centro comercial em questão. Iria vigiar de forma muito semelhante à da equipa adversária. Mas com uma pequena grande diferença: iria tentar recuperar já o DVD. Não estava interessada em saber quem o queria comprar. O que para eles interessava é que eles queriam o DVD, porque a vida deles era fazer este tipo de coisas. Uma vez na posse do DVD, compradores não faltariam a quem os contratou. Eles eram profissionais.
- Assim que encontrarmos o portador do DVD, avançamos sobre ele, controlamos os seus movimentos, ameaçamo-lo para que nos acompanhe até ao parque, tiramos o que queremos e vamos embora. Ele roubou aquilo, não nos vai denunciar. - disse Bósnia.
- E se ele se mostrar relutante em acompanhar-nos? - perguntou o Luís.
- Acredita qure vamos ser bem claros na abordagem. O Mateus tratará disso. - esclareceu o Bósnia.
O dia, no centro comercial, iria ser, sem dúvida, agitado. Oito homens, quatro de cada lado, iriam tentar levar a melhor.