O Plano - 8º Episódio
No dia em que Mark iria estar reunido com um potencial comprador, lá estava a equipa de Bale pronta para vigiar. Comunicavam uns com os outros, para que tudo fosse controlado.
- Aqui de cima a panorâmica é muito agradável. A loira que está sentada na mesa em frente da pastelaria é qualquer coisa de espectacular… E vista de cima… Espero que o Mark demore muito a chegar… - brincou o Mendoça.
- Ainda há gajos com sorte… Aqui à entrada está frio… - resmungou o Koller.
- Bom, já que o tema é loiraças, vou dedicar-me ao porno enquanto não há acção. - disse o Zé Pedro.
- Não quero borga, isto é uma missão importante. O Mark ainda não chegou, mas temos companhia… O Hugo passou mesmo agora por aqui. - avisou o Bale.
O Hugo já se movimentava pelo local. A equipa toda sabia que iria haver muita acção naquele centro, e por isso todos estavam alerta. A qualquer momento poderia haver problemas.
- Pessoal, os nossos quatro adversários estão aqui. Não gosto nada da ideia de haver empecilhos nas minha missões. Se o Bale fosse atrapalhado, ficaria mesmo satisfeito… - disse o Bósnia.
- Percebi… - disse o Mateus.
Mateus chamava-se Mateus, mas poderia sem problemas chamar-se “Fujam que eu parto isto tudo”. Serviria na perfeição esse nome. E ele era o homem que entrava em acção quando as coisas se complicavam. Bale andava a rondar. E Mateus rondava-o de longe… “Se ao menos tivesse uma hipótese…” pensava Mateus. Não demorou a chegar essa mesma hipótese. Bale passou mesmo em frente à casa de banho. “É isso…” pensou Mateus. Era a sua chance. Empurrou o Bale de forma discreta, e já dentro da casa de banho deu-lhe dois socos bem dados. Bale caiu no chão, desmaiado. “Este já está”. Com Bale neutralizado, Mateus tinha agora que escondê-lo. Sentou-o numa sanita. Comunicou o seu sucesso.
- O Bale já está a fazer “poo-poo”. Enquanto dorme.
- Muito bem miúdo. - disse o Bósnia.
Alguns minutos passaram e o silêncio do Bale estava a causar espanto.
- Então, Bale? - perguntou o Mendonça.
Silêncio.
- Bale! Estás a apreciar a loira, é? - disse o Mendonça.
Silêncio.
- Pessoal, não é por nada, mas o Bale não está a responder. E ele responde sempre. Ele fala sempre antes de nós perguntarmos. É melhor procurarmos. - avisou o Mendonça.
- Eu faço isso. - disse o Koller.
Zé Pedro não abandonou o seu posto. Estava a controlar todas as conversações telefónicas. Demoraria alguns minutos a fechar todas as aplicações que tinha abertas no computador. Mendonça e Koller fariam o resto. E havia ainda que controlar o negócio que Mark se preparava para fazer. No entanto Mark não estava ainda no centro comercial.
A procura não demorou muito. As casas de banho foram os primeiros locais de procura. Lá estava o Bale, desmaiado, sentado numa sanita.
- Deve ter sido o “gorila” deles. Ele não é para brincadeiras. - disse o Mendonça.
- E se o procurarmos? Ele não deve ter abandonado o centro comercial. - sugeriu o Koller.
- Sabemos que foi ele. Mas não podemos prová-lo. Não vamos entrar em conflitos. O Zé Pedro é, neste momento, a minha preocupação. - disse o Mendonça.
- Eu vou pra junto dele. - disse o Koller.
Sem mais palavaras, Koller foi pra junto de Zé Pedro e sentou-se na mesa junto à dele. Nada de falar com ele. Só protegê-lo. Mendonça ficou com o Bale, para esperar que este recuperasse. Minutos mais tarde, o Bale despertava.
- O que é que se passa? - perguntou, ainda confuso.
- Levaste uma pancada forte. Foi o gajo grande deles. Bateu-te e não foi devagar. Foi tudo para atrapalhar a nossa missão. É melhor ires embora, nós ficamos cá. - disse o Mendonça.
- Nem penses. Tenho uma missão a coordenar. E não abandonarei o meu posto.
- Tudo bem, não vou teimar contigo, mas é melhor teres cuidado.
De novo quatro contra quatro. E Mark ainda por chegar…