O Plano - 17º Episódio
O Hugo, o Mateus e o Luís jogavam uma partida do mítico “Sobe e Desce”, a dez cêntimos o ponto, que já durava há algum tempo. Eles começavam nos cinquenta pontos, de modo a que o jogo durasse uma eternidade. O Hugo já ia na oitava cerveja. O Mateus não dizia uma única palavra durante todo o jogo. Apenas se ria quando usava um trunfo.
- És sempre a mesma merda! Tens os trunfos e ficas caladinho, mas na hora de “limpares” tudo, dás esse risinho… - resmungou o Luís.
- Cala-te, Sapo. - disse o Mateus.
O Luís era conhecido como o Sapo. E essa alcunha era usada contra si nestes momentos da mais tensão.
- Trunfo é copas, urina é mijo!!! - gritou o Hugo, eufórico.
- Pronto, este tá a começar a passar-se. - disse o Mateus.
- Estomiro estomai… oohhoohhohohoh… Onde moras, João? Pareces o Picolico!!! - continuou o Hugo.
A palhaçada instalou-se. Aquele jogo estava destinado a terminar com as tropelias do Hugo. Agora era aturá-lo.
O Bósnia não estava ali para assistir à cena. Já sabia como acabavam os jogos de cartas daqueles três. Ele era um tipo reservado. A sua equipa não sabia muitas vezes em que pensava, o que planeava. Era um indivíduo que reflectia ao máximo sobre todas as suas hipóteses, nada era feito ao acaso. E só quando tinha a absoluta certeza do que fazia é que se dispunha a avançar, contando aos restantes elementos qual era o plano a seguir. Nestes últimos tempos pensava na situação que se tinha gerado. O Zé pedro era o refém, a equipa de Bale estava manietada, impedida de agir. O que inquietava Bósnia era a súbita sensação de poder que tinha conseguido, em pouco tempo. De um momento para o outro, o rapto de Zé Pedro tinha mudado toda a situação. O Bósnia estava a controlar a situação como nunca antes o tinha conseguido. E isso trazia uma grande responsabilidade para o seu lado. Todas estas ideias percorriam o seu pensamento enquanto se encontrava numa esplanada.
- Um café, por favor… - pediu Bósnia.
O empregado não demorou a trazer o pedido. Mas, para seu espanto, o cliente já lá não estava. Nesse momento, o cliente estava amarrado, seguro pelo Koller, na carrinha da equipa do Bale. Agora era um refém de cada lado. O Bale resolveu avisar João Dias.
- Já temos o Bósnia.
- Muito bem. Já sabem onde o esconder. De seguida venham cá. Vamos contactá-los. Propor uma troca. O Bósnia pelo Zé Pedro. Voltar ao início.
Bale estava agora um pouco mais tranquilo. Já podia, em breve, reequilibrar o jogo. Bastava propor a troca…
Isto não pode ser verdade. é impossível essa grande figura, o herói, Bósnia, ser raptado desta forma. não me podem apanhar…
O que era bom era termos novos episódios para ler….
Mas tu não gostas de ler…pou pou pou…eu até gostava, mas sem mais episódios para ler está difícil….enfim, resta-me esperar, tal como os protagonistas que ainda devem estar mais ansiosos que eu,mera leitora.
***
Isto já era actualizado…
agr a sério, era fixe…
Isto era bonito se tivesse novos episódios…
Já chega de jogar ao sobe e desce.
Realmente, já escrevias qualquer coisa Acosta. Deixa o PES6, a histórinha é fixe, toca a continuar isto.